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12/03/2020 - 12:45

    

 A regularização fundiária de glebas públicas na Amazônia e o fortalecimento de cadeias produtivas da biodiversidade foram temas da reunião da Câmara de Planejamento e Gestão Estratégica realizada durante o 20º Fórum de Governadores da Amazônia Legal na tarde da quarta-feira (11), no Hangar.

 

 Coordenada pelo secretário de desenvolvimento agropecuário e da pesca do Pará, Hugo Suenaga, pelo presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Bruno Kono e pelo secretário de planejamento do Estado do Amapá, Eduardo Tavares, a programação resultou num plano de ação que apresenta, entre outros itens, propostas para ações de desenvolvimento sustentável, combate ao desmatamento e mudanças climáticas. 

 

 Do plano – que deverá ainda ser validado pelos governadores – sairá a proposta a ser encaminhada até o dia cinco de junho para o Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund), para a captação de 150 milhões de dólares para serem investidos em projetos de desenvolvimento de ações aos desafios da mudança climática nos estados da Amazônia Legal.

 

 

  O secretário de planejamento do Amapá, Eduardo Tavares, que integra o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, citou o Pará como um dos modelos de iniciativas ambientais a ser seguido, em função do projeto Territórios Sustentáveis, cuja finalidade e ações foram apresentadas aos participantes do encontro pelo titular da Sedap. “Nessa reunião de agora à tarde discutimos um modelo de desenvolvimento sustentável e o Pará, através do Programa Territórios Sustentáveis, é um dos cases (modelos) a ser seguido. Com certeza esse trabalho do Governo do Pará vai ajudar outros estados a formular as políticas que serão trabalhadas em cada um dos seus estados”, ressaltou.

 

Sustentável- O alinhamento estratégico e o planejamento das ações do Governo do Pará, através do programa “Territórios Sustentáveis”, que visa o desenvolvimento econômico e social valorizando as aptidões naturais das cadeias produtivas, foram apresentados por Hugo Suenaga. Ele disse que a orientação do governador Helder Barbalho é que sejam trabalhados os municípios com registro  de desmatamento e de queimada.  Das 12 regiões de integração inclusas, três são prioritárias: Xingu, Tapajós e Araguaia que respondem por 69% das áreas desmatadas dentro do Pará. O secretário explicou, ainda, que o TS é formado não só por órgãos do governo estadual bem como por instituições públicas e de pesquisa, organizações não governamentais e o setor produtivo. “Temos o território sustentáveis a partir do uso eficiente da terra. A gente vai incluir a regularização ambiental e fundiária, o manejo florestal e o fundo Amazônia ambiental. O Estado assume, então, o papel de coordenação e alinhamento dessas iniciativas através do Plano de Ação Integrada Territórios Sustentáveis”.

 

Texto: Rose Barbosa

Fotos: Mateus Costa