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19/03/2019 - 11:45

O lixo orgânico do município de Tomé Açú, no nordeste paraense, vai alimentar uma indústria de compostagem para uso na agricultura, a partir de 2021. O projeto, que reúne o poder público e a iniciativa privada, foi discutido na sexta-feira (15) em reunião com técnicos da prefeitura do município e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).

 

A proposta é da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé Açú (Camta), que pretende ampliar seu pátio de compostagem com a instalação de uma indústria que vai absorver o resíduo sólido de todo o município, que hoje é mais de 30 toneladas, 60% do total de lixo produzido. Para isso conta com a parceria da prefeitura no projeto que foi orçado em R$ 520 mil.

 

A Sedap dará apoio técnico para reunir subsídios ao plano estadual que será discutido no âmbito da Câmara Técnica de Comercialização, Agroecologia, Produção Orgânica e da Biodiversidade (Ctcapos). Um comitê gestor foi criado para acompanhar o projeto de compostagem em Tomé Açú nos próximos três anos, a partir da coleta de resíduo orgânico num bairro da cidade que vai funcionar como projeto piloto.

 

A compostagem é recomendada pela Lei Nacional de Resíduos Sólidos e é uma técnica que controla a decomposição de materiais orgânicos, com a finalidade de obter material rico em nutriente usado na agricultura como fertilizante natural, sem agredir o meio ambiente.

 

Conhecido por abrigar a terceira maior colônia japonesa do Brasil, Tomé Açú se destaca hoje pela fruticultura já tendo uma agroindústria de polpas e sucos mantida pela Camta, que exporta para outras regiões do país. Em janeiro deste ano, o cacau produzido no município foi o primeiro produto do Pará a receber Indicação Geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

 

Leni Sampaio - Sedap