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11/05/2018 - 14:15

Cultivares como cenoura, pepino, tomate cereja e repolho fresquinhos, produzidos com técnicas agroecológicas por famílias de agricultores de áreas de assentamento do Pará já começam, timidamente, a ocupar espaço nas feiras dos municípios da região nordeste do estado.  Tudo graças ao projeto Pará Produtivo, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e executado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Pará e com prefeituras municipais.

 

Um dos municípios assistidos pela Emater é Santa Bárbara, onde são atendidas dez famílias de agricultores do assentamento Expedito Ribeiro. “Os produtores passaram por capacitações e já estão partindo para o terceiro ciclo de algumas culturas - ainda em pequena escala e com técnicas agroecológicas, mas caminhando para a produção orgânica - que estão sendo comercializadas em feiras locais e atendendo ao consumo do próprio assentamento”, explica o engenheiro agrônomo Sérgio Holanda.

 

A implantação do projeto é gradual e conta com a parceria da Prefeitura de Santa Bárbara. Antes de irem para as hortas, as técnicas de cultivo são testadas em uma unidade de observação dentro do próprio assentamento. “Na unidade, nós fazemos testes para determinar a quantidade de adubo, irrigação e controle de pragas, por exemplo. Os testes estão sendo feitos com cultivares de pepino, cenoura, repolho e tomate cereja. Os resultados das pesquisas têm sido bons e apontam para a possibilidade de cultivo em maior escala”, diz Valdirene Oliveira, técnica da Emater. A expectativa é que, em breve, a produção de hortaliças aumente e chegue aos principais mercados da capital.

 

O Pará Produtivo foi criado para estimular o cultivo de hortaliças e frutas no estado, fomentando o planto de espécies pouco produzidas aqui. Nesta fase inicial, são atendidos 150 agricultores familiares de onze municípios do nordeste paraense e região metropolitana que trabalham com produção orgânica ou agroecológica. A meta do projeto é, em médio prazo, criar cinturões verdes no entorno de Belém capazes de produzir para atender à demanda da capital, reduzindo a importação de frutas e hortaliças e gerando mais renda e ocupação para as famílias de agricultores locais.