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02/09/2020 - 11:30

 

                

 

Texto: Rose Barbosa

Fotos: Divulgação (cedidas por Ronnald Tavares)

 

O Pará é o segundo estado em volume de leite produzido na região norte (atrás apenas de Rondônia), com produção anual superior a 600 milhões de litros, segundo os dados levantados pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), que vem apoiando um conjunto de iniciativas para o desenvolvimento da cadeia do leite. Entre elas, está a execução das ações previstas no Programa Territórios Sustentáveis (TS), que integra o Plano Estadual Amazônia Agora.

 

Apesar dos diversos fatores favoráveis ao desenvolvimento da atividade no Estado, como observou o coordenador de Produção Animal da Sedap, Ronnald Tavares, quando se analisa o perfil das propriedades, a realidade ainda existente apresenta situações como falha/ausência no planejamento gerencial, assistência técnica insuficiente, valores elevados de insumos e rebanhos pouco especializados, carecendo em melhorias em diversos seguimentos, abrangendo desde questões básicas de manejo até aquelas mais complexas como, por exemplo, a utilização das biotécnicas reprodutivas.

 

Para ajudar na mudança, o órgão vem apoiando um conjunto de iniciativas para o desenvolvimento da cadeia do leite. No período de 15 a 20 deste mês, técnicos da secretaria e da coordenação da Sedap de Itaituba participaram de uma programação com os sindicatos dos produtores dos municípios da região de integração do Tapajós (Itaituba, Trairão, Novo Progresso, Aveiro e Rurópolis), cujo objetivo foi de sensibilização das lideranças locais para a implantação do Projeto ATeG Leite PA no Tapajós. O projeto, segundo informou Tavares, é uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), iniciado em 2018, nos municípios da região dos Carajás e que propiciou significativa elevação na produção e qualidade do leite, além da elevação média de um salário mínimo na receita mensal das propriedades assistidas. 

 

                         

 

 

Desafios – Durante a programação na região do Tapajós, diversos fatores relacionados as limitações e principais oportunidades foram discutidos. A presença de representantes dos escritórios locais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), de acordo com Tavares, foram fundamentais para traçar as estratégias de atuação do poder público em conjunto com as lideranças locais das organizações da sociedade civil.

 

“Nós avaliamos positivamente este conjunto de ações que vem sendo fomentadas pela Sedap, assim como o sinergismo entre instituições públicas e privadas em prol da melhoria do setor produtivo. Já tivemos sinalizações por parte de algumas indústrias de leite que se propuseram em bonificar os produtores assistidos por estas ações” - Ronnald Tavares,coordenador de Produção Animal da Sedap.

 

O coordenador regional da Sedap em Itaituba, João Paulo Meister, disse, que somando os cinco municípios visitados pela equipe para sensibilizar do setor leiteiro, foram percorridos 1.200 quilômetros em quatro dias. 

 

“A receptividade foi muito boa, pois o território é muito grande e há necessidade de ofertar mais assistência técnica, seja ela pública ou privada. É importante ampliar as alternativas de levar informação ao produtor, sobretudo de contribuir no melhor gerenciamento da propriedade, de forma que possa aumentar a produção com melhor produtividade e menor custo atividade, assim é possível ter maior lucro e fortalecer cada vez mais o arranjo produtivo do leite na região. É uma atividade que tem muitos parceiros envolvidos, mas ainda tem muitos desafios”, pontuou.