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01/06/2021 - 17:00

 

Texto: Rose Barbosa/Ascom Sedap

Fotos: cedidas pelo Projeto Ateg Leite PA

 

O leite está entre os produtos de origem animal mais consumidos pelos paraenses. É um alimento tão importante que ganhou um dia mundial para comemorá-lo: 1º de junho. No Pará, as ações deslanchadas pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), vêm aperfeiçoando cada vez mais a qualidade do produto.

 

O Pará é o segundo maior produtor de leite da região Norte. O Estado só fica atrás do estado de Rondônia. De acordo com os dados divulgados pelo Núcleo de Planejamento e Estatísticas da secretaria, com base no levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Pará produziu em 2019 (ano-base tomado pelo IBGE) pouco mais de 605 mil litros de leite.

 

A Região de Integração do Araguaia é a que mais se destaca no produto, através dos municípios de Água Azul do Norte, Xinguara e Piçarra. Coordenador de Produção Animal da Sedap, o veterinário Ronnald Tavares informou que as ações para a produção leiteira estão inseridas em programas que abrangem tanto a cadeia da bovinocultura como a bubalina.

 

“São ações de apoio, promoção de eventos, comercialização, fomento com insumos e também atuamos na difusão do programa de melhoramento genético, que é o Promebull, iniciado no Marajó, fruto de um convênio da Sedap com a Embrapa”, informou o veterinário.

 

O programa Promebull se volta, especialmente, à pecuária bubalina familiar leiteira e inclui a capacitação com base na Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF). O coordenador Ronnald Tavares informou também que está previsto o início de um programa semelhante ao Promebull, mas voltado especificamente para a bovinocultura, nos municípios contemplados pelo programa Territórios Sustentáveis.

 

Nesse segundo projeto, em questão, a Sedap entrará com os insumos necessários para o produtor fazer a inseminação, capacitação de mão de obra local e apoio aos técnicos locais. O projeto, explicou Tavares, tem a participação da Emater e da Adepará, órgãos estaduais vinculados à secretaria.

 

“Isso vai melhorar a qualidade do leite, pois temos uma produção que pode se aperfeiçoar bastante. Temos ótimas condições no estado para melhorar essa produção, como o clima e o solo. Temos um trabalho importante com a Adepará com relação à sanidade do rebanho. Isso está no tripé da produção: a sanidade, fomento de pesquisa para a alimentação e, por final, a genética com um manejo reprodutivo de qualidade”, frisou o coordenador de Produção Animal da Sedap. 

 

Sobre a comercialização do leite e seus derivados, a Sedap informou que investe em ações para capacitar os produtores em boas práticas agropecuárias e de fabricação do produto. Em conjunto com a Adepará, orienta os produtores que ainda não se adequaram à legislação vigente, para que possam acessar outros mercados.

 

O Selo permite a comercialização do queijo artesanal para outros estados, conforme estabelece o decreto publicado em julho do ano passado pelo governo federal.