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15/03/2021 - 10:30

 

 

 

Texto: Rose Barbosa/Ascom Sedap

Fotos: cedidas pela regional de Itaituiba

 

As mulheres da comunidade rural Monte Moriá, localizada no município de Itaituba, região de integração do Tapajós, participam mensalmente da tradicional Feira da Mulher Rural, que já se tornou parte do calendário de eventos do município. A programação acontece sempre na primeira quarta-feira do mês e se estende por três dias. A edição atual, que se encerra nesta sexta-feira (12), ganhou um ar mais especial ainda em função do Dia Internacional da Mulher, comemorado na última segunda-feira (8). 

 

A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), através da sua regional de Itaituba, apoia a realização da tradicional programação, através da logística, como a cessão do transporte para o deslocamento dos produtos até o local de comercialização. Cerca de 65 quilômetros separam a comunidade do centro do município sendo que um trecho da via sofre em função da intensa chuva típica do inverno amazônico. 

 

Na feira, o consumidor pode adquirir produtos de qualidade como mandioca e seus derivados (tapioca, tucupi, farinha) macaxeira, frutas regionais; cacau e seus derivados; inhame; batata doce; cará roxo; jenipapos;  óleos de coco da praia, babaçu, andiroba, copaíba; azeite de coco babaçu; banha de porco, comporta com doces, entre outros. 

 

 A  programação se tornou uma tradição e a sua organização acabou passando de geração a geração.  É   coordenada atualmente pela agricultora Francisca Silva, mais conhecida como Mar. Filha de Maria Senhora Alves, que junto com outras mulheres da comunidade foi   pioneira da feira e no momento não pode estar presente  por estar no grupo de risco da pandemia do novo coronavírus, Francisca  disse que a ação é  muito importante, pois agrega na renda mensal e ajuda a suprir as necessidades. “A renda obtida em média nas feiras é de R$ 30 mil. Mas, esse valor tem uma queda de 30% no período do inverno, pois mesmo com a manutenção feita na estrada, sofre desgaste com o excesso de chuva”, ressaltou, destacando o apoio da Sedap nessa logística.

 

A vice-coordenadora, Marciane Mendes, também é filha de outra  pioneira da feira, a agricultora Josefina Mendes Taveira.

 O coordenador da regional de Itaituba, João Paulo Meister, ressaltou o protagonismo feminino na organização da programação.  “São as mulheres que empreendem e que fazem a produção acontecer, através, por exemplo, da fabricação de geleias e polpas. Elas fazem a manipulação dos alimentos e apresentam na feira esses produtos já processados agregando mais valor à produção”, ressaltou. 

 

Ele  explicou que as agricultoras conseguiram se organizar em grupo e estão conseguindo crescer não só de forma individual como no coletivo. “A comunidade delas se tornou uma referência e conseguiu construir uma pracinha. Levaram internet para lá bem como um poço artesiano”, destaca o coordenador da regional. 

 

Marias - Uma das curiosidades da feira é a participação das “Três Marias”, como se tornaram conhecidas as agriculturas. “Maria do Doce, que é a Maria Gomes é muito conhecida de Itaituba. Ela conseguiu comprar mais um pedaço de terra e conseguiu fazer uma casa com conforto e dignidade que o agricultor merece”, destacou o coordenador regional. 

 

A outra é a Maria  Senhora Alves. “Essa feira para mim é um lazer. É um orgulho. Faz parte da minha vida. Trabalho com toda alegria para agradar mais e mais a nossa clientela. É muito bom a gente trabalhar e ver o nosso produto valorizado”, declarou. “Maria Senhora”, como é mais conhecida, é mãe da atual organizadora da programação. 

 

A terceira é a Maria da Cruz. Participa há 10 anos na feira. “Estamos na luta. Firme e forte. Uns dias estamos bem outro nem tanto, mas Graças a Deus tiramos com essa atividade o nosso  o pão de cada dia e  levamos o  rancho para casa”, ressalta. 

 

Além da Sedap, a realização da feira é uma parceria com a Prefeitura Municipal de Itaituba, Secretaria Municipal de Agricultura local (Semagra), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), a Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac), o Sistema Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) ,o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o  Sistema de Crédito Coopeartivo (Sicredi).