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31/05/2021 - 13:45

 

 

Texto: Rose Barbosa

Fotos: Divulgação

 

As boas práticas para a produção da pimenta do reino foram discutidas durante um evento que terminou nesta sexta-feira (28), em Tomé-Açu. Participaram gestores, agricultores, exportadores e representantes de órgãos públicos estaduais e do município. 

Foram discutidos temas como a contaminação por salmonella nas plantações de pimenta do reino, as boas práticas de colheita e pós-colheita e a Instrução Normativa sobre as práticas e a contextualização da cadeia produtiva da especiaria.

 Iniciada na última quinta-feira (27), a programação foi realizada no auditório da Associação Cultural de Tomé-Açu (ACTA), no distrito de Quatro Bocas. O evento foi encerrado final da manhã desta sexta-feira (28) com um debate e os encaminhamentos acerca das ações a serem tomadas para combater a bactéria.

Por ser o maior produtor da pipericultura (produção de pimenta-do-reino) no Pará, Tomé-Açu foi o município escolhido para iniciar uma série de ações previstas pela Sedap e outras instituições estaduais – como a Adepará, Sedeme e Emater – e federais, como a Embrapa e demais representantes do setor produtivo e de exportadores, para melhorar a produção da pimenta-do reino. 

 

A representante da Sedap na programação, a engenheira agrônoma Márcia Tagore, disse que foi muito importante a realização deste evento para debater e encontrar soluções para a garantia de um produto com cada vez mais qualidade. “Além das palestras que levamos ao público, entre os quais os produtores, agricultores e outros segmentos locais, tivemos uma reunião com os gestores. Essa programação é a continuação de uma série de ações que estamos colocando em prática para tratar de temas importantes ao setor como o combate à salmonella”, destacou a engenheira agrônoma.

Na última terça-feira (25), uma comitiva do governo do estado, como lembrou Márcia Tagore, composta por gestores das instituições estaduais, produtores e exportadores do produto, esteve reunida com a ministra da Agricultura, Abastecimento e Pecuária, Thereza Cristina, para tratar de questões importantes ao segmento. Na semana anterior, na sede da Sedap, foi realizada uma reunião com o mesmo grupo para também discutir ações de boas práticas no segmento para melhorar a qualidade do produto paraense no mercado exteno.

Também participaram da programação representantes do Mapa, da ACTA, da Ceplac, dos Bancos do Brasil e da Amazônia e da Câmara Municipal de Tomé-Açu, da Universidade Federal Rural (Ufra) e dos trabalhadores rurais de Tomé-Açu.  

Produção – De acordo com o levantamento do Núcleo de Planejamento/Estatísticas da Sedap (Nuplan), o município do nordeste paraense é o maior produtor do Pará. Das 35 mil toneladas produzidas pelo estado em 2019, (ano-base trabalhado pelo Instituto Brasileiro de Geografias e Estatísticas- IBGE), 5 mil toneladas são provenientes de Tomé-Açu. Capitão Poço é o segundo no ranking com uma produção de 2.450 toneladas. No Brasil, o destaque é para o estado do Espírito Santo, com uma produção média de 62.633 toneladas e o Pará logo atrás com 35. 524 toneladas.